A forma mais segura de não cair em ingresso falso é comprar no canal oficial do evento e, se precisar repassar ou receber um ingresso, usar a transferência da própria plataforma. Para o produtor, a proteção vem de ingresso nominal com QR Code único, validação no momento da entrada e uma comunicação que deixe claro qual é o único canal oficial.
Como o golpe e o cambismo funcionam hoje
- Ingresso duplicado: a mesma imagem de QR Code é vendida para várias pessoas. Só a primeira que chega entra.
- Print falso: imagem editada de um ingresso que nunca existiu.
- Site ou perfil falso: páginas que copiam o visual do evento e cobram por Pix.
- Revenda especulativa: compra em massa, muitas vezes automatizada, para revender acima do preço de face.
Sinais de ingresso falso
| Sinal | Por que preocupa |
|---|---|
| Preço muito abaixo do oficial em evento esgotado | Isca clássica de golpe |
| Vendedor só aceita Pix para pessoa física | Não há como contestar o pagamento |
| Vendedor manda foto ou PDF e se recusa a transferir pela plataforma | O mesmo arquivo pode ter sido vendido para outras pessoas |
| Pressa: "tenho outro interessado, paga agora" | Tática para impedir a checagem |
| Link de pagamento fora do site oficial | Página pode ser falsa |
O que a lei diz
- O Decreto nº 13.108/2026 obriga quem vende ingressos a adotar medidas contra compras em massa ou especulativas, inclusive por robôs, mecanismos de vinculação individual do ingresso e proteção contra duplicação e falsificação (art. 4º).
- A transferência de titularidade deve ser gratuita, rastreável e feita pela plataforma oficial, com histórico guardado por pelo menos dois anos (arts. 17 e 18).
- Quem revende precisa informar que não é o canal oficial e avisar quando o preço estiver acima do valor de face (art. 5º).
- Em eventos esportivos, vender ingresso por preço acima do estampado é crime previsto na Lei Geral do Esporte (art. 166 da Lei nº 14.597/2023), com pena de reclusão de 1 a 2 anos e multa.
- Vender ingresso falso pode configurar estelionato (art. 171 do Código Penal).
Para o comprador: como se proteger
- Compre pelo link divulgado nos perfis oficiais do evento ou do produtor.
- Se for comprar de outra pessoa, peça a transferência pela plataforma. Na SuperTixs, o ingresso transferido chega na sua conta com um QR Code novo, e o anterior deixa de valer.
- Nunca aceite só uma foto ou um PDF como prova de que o ingresso é seu.
- Não publique foto do seu QR Code nas redes sociais: quem copiar pode entrar antes.
- Confira em Meus Ingressos se o ingresso está no seu nome antes do evento.
Veja o passo a passo em como transferir um ingresso.
Para o produtor: como proteger o evento
Na venda
- Divulgue um único link oficial e repita isso em todas as peças.
- Defina limite de ingressos por compra coerente com o perfil do evento.
- Ative a meia-entrada com as regras corretas, para que ninguém precise recorrer a terceiros; veja quem tem direito à meia-entrada.
Na entrada
- Valide todos os ingressos por QR Code, sem exceção para prints.
- Treine a equipe para chamar um supervisor quando um ingresso for recusado.
- Prepare o check-in para funcionar sem internet se o local tiver sinal ruim.
O que a SuperTixs faz
- Cada ingresso tem um QR Code próprio e um participante nomeado, que aparece no ingresso e na tela de check-in.
- No check-in, um ingresso já usado aparece como Já utilizado. Ingressos transferidos ou cancelados também são recusados com o motivo na tela.
- A transferência é gratuita, feita em Meus Ingressos, gera um novo QR Code e mantém o histórico de titulares.
- A compra exige login, e pagamentos com Pix ou cartão exigem CPF ou CNPJ. Há limite de tentativas de pagamento e uma análise antifraude que pode bloquear compras suspeitas.
- O check-in pode ser preparado com antecedência para funcionar em locais com sinal instável.
Saiba mais em check-in por QR Code.
Se você foi vítima
- Guarde conversas, comprovantes de pagamento e o perfil ou site do vendedor.
- Registre um boletim de ocorrência, que em muitos estados pode ser feito online.
- Avise seu banco sobre o Pix ou o pagamento feito ao golpista.
- Fale com o suporte da plataforma oficial para confirmar se o ingresso existe e a quem pertence.
- Denuncie o perfil ou o anúncio na rede social onde ele apareceu.
Se o evento mudar ou for cancelado, o caminho correto é o reembolso pela plataforma; veja reembolso de ingresso.




